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Exercício está ligado a uma vida mais longa

Segundo um grande estudo do Reino Unido da BMJ (publicação sobre medicina do reino unido) manter-se fisicamente ou tornar-se mais ativo durante a meia-idade e em idades mais avançadas está diretamente relacionado com um menor risco de morte, independentemente dos níveis de atividade passados ou das condições de saúde existentes.

Cumprir e manter pelo menos as recomendações mínimas de saúde pública (150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada) impediria potencialmente 46% das mortes associadas à inatividade física, afirmam os pesquisadores.

Estudos anteriores associaram atividade física a menor risco de morte, doenças cardiovasculares e certos tipos de cancro. Porém, poucos estudos analisaram como as mudanças na atividade física ao longo do tempo estão associadas ao risco subsequente de morte.

Para resolver essa lacuna de conhecimento, pesquisadores da Unidade de Epidemiologia da Universidade de Cambridge usaram dados relativos a 14.599 homens e mulheres com idades entre 40 e 79 anos e analisaram como as mudanças a longo prazo na atividade física estão associadas ao risco de morte por qualquer causa, cardiovascular e por cancro.

Após controlarem a atividade física existente e outros fatores de risco, como dieta, peso corporal, histórico médico, pressão arterial e níveis de colesterol, níveis mais altos de atividade física e aumento da atividade física ao longo do tempo, concluíram que o exercício físico está associado a um menor risco de morte.

Os resultados foram muito semelhantes nas pessoas com e sem histórico de doenças cardiovasculares e cancro. Além do mais, em comparação com pessoas consistentemente inativas, aquelas que se tornaram mais ativas ao longo do tempo tiveram um risco menor de morte por todas as causas, independentemente dos níveis de atividade anteriores.

Mas os benefícios foram maiores para aqueles com altos níveis de atividade física que tornaram-se ainda mais ativos ao longo do tempo, com um risco 42% menor de mortalidade.

Apesar de ser estudo observacional e, como tal, não pode estabelecer-se uma causa. Eles afirmam que estes resultados são encorajadores, principalmente para adultos de meia-idade e idosos com doenças cardiovasculares e cancro existentes, que ainda podem obter benefícios substanciais na longevidade ao tornarem-se mais ativos, dando mais apoio aos amplos benefícios à saúde pública da atividade física.